A história da região vinícola do Douro vai desde cerca de 2.000 anos de produção de vinho no vale até à demarcação de 1756, à chegada do caminho de ferro nas décadas de 1870 e 1880, às barragens que tornaram o rio navegável e à inscrição da Região Vinhateira do Alto Douro como Património Mundial da UNESCO em 2001.
Esta página lista as principais datas da história do Douro e as pessoas que a moldaram.
Cronologia do Douro
- Há cerca de 2.000 anos: a produção de vinho começa no Alto Douro, segundo a UNESCO.
- Século XII: os monges cistercienses estabelecem-se na região, nos mosteiros de São João de Tarouca e Salzedas, e cultivam vinhas.
- Século XVII: o vinho do Douro é enviado do Porto e de Vila Nova de Gaia para Inglaterra e o norte da Europa, e fica conhecido como o vinho do Porto.
- 10 de setembro de 1756: um alvará régio do rei D. José I, sob a tutela do Marquês de Pombal, cria a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, que demarca a região e regulamenta a produção e o comércio do seu vinho.
- A partir de 1758: são colocados marcos de granito para assinalar os limites da região demarcada.
- Século XIX: o oídio e depois a filoxera destroem grande parte da vinha, que é replantada sobre porta-enxertos americanos.
- 12 de maio de 1861: Joseph James Forrester morre quando o seu barco se vira no Cachão da Valeira, um desfiladeiro do rio.
- 15 de julho de 1879: a linha férrea do Douro chega ao Peso da Régua, e a 1 de junho de 1880 chega ao Pinhão.
- 9 de dezembro de 1887: o caminho de ferro chega a Barca d'Alva, na fronteira com Espanha, e no mesmo dia abre a ligação a Salamanca.
- 1932 e 1933: são criados a Casa do Douro, o Instituto do Vinho do Porto e o grémio dos exportadores de vinho do Porto para organizar a região e o seu comércio.
- Décadas de 1970 e 1980: são construídas cinco barragens com eclusas de navegação no Douro português, desde Crestuma-Lever, perto do Porto, até ao Pocinho.
- 1988: a linha férrea entre o Pocinho e Barca d'Alva fecha, e o Pocinho passa a ser o fim da linha.
- Dezembro de 2001: a UNESCO inscreve a Região Vinhateira do Alto Douro na Lista do Património Mundial.
Pessoas na história do Douro
- Marquês de Pombal (1699 a 1782): o primeiro-ministro do rei D. José I, que criou a companhia que demarcou a região em 1756.
- Dona Antónia Adelaide Ferreira (1811 a 1896): conhecida como a Ferreirinha, uma produtora de vinho que expandiu as suas quintas no Douro e cuja pressão ajudou a estender o caminho de ferro para além do Pinhão até à fronteira espanhola.
- Joseph James Forrester (1809 a 1861): um comerciante de vinho e cartógrafo britânico, feito Barão de Forrester, que desenhou mapas detalhados da região vinícola do Douro e do seu rio, e morreu no Cachão da Valeira.
Os barcos rabelos
- Utilização: barcos de fundo chato à vela que transportavam pipas de vinho do Porto rio abaixo, desde as quintas do Alto Douro até Vila Nova de Gaia.
- Condução: um longo remo de governo na popa, manobrado a partir de uma plataforma elevada, substituía o leme.
- Declínio: o caminho de ferro e depois o transporte rodoviário substituíram os barcos rabelos, e as barragens terminaram a sua viagem tradicional rio abaixo.
- Hoje: os barcos rabelos estão amarrados na marginal de Gaia e são usados para regatas e pequenas viagens no rio.
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