O Moinho do Papel é um moinho de água na margem esquerda do rio Lis em Leiria, onde o rei D. João I autorizou o fabrico de papel em 1411, sendo a primeira fábrica de papel conhecida em Portugal. O arquiteto Álvaro Siza recuperou o moinho, que funciona como museu do papel e da moagem desde 2009.
O moinho ainda mói cereal com a força do rio, e os visitantes podem ver papel feito à mão.

O que ver no Moinho do Papel
- Rodas de água: rodas grandes movidas pelo Lis, que dão energia às mós e à maquinaria do papel.
- Fabrico de papel: uma demonstração de papel feito de trapos à mão, o método usado na Idade Média.
- Moagem de cereal: quatro mós que moem milho, trigo e centeio, cuja farinha pode ser comprada no local.
- Exposição: uma cronologia da história do papel, uma prensa de impressão e uma caixa de composição.

História do Moinho do Papel
- Século XIII: os estudos indicam que já havia um moinho de cereal no local.
- 1411: o rei D. João I dá a Gonçalo Lourenço de Gomide, um escrivão real, autorização para fazer papel em locais de moinhos velhos perto da ponte dos Caniços em Leiria.
- 1496: o Almanach Perpetuum do astrónomo Abraão Zacuto é impresso em Leiria.
- Século XVI: o moinho passa a ser propriedade do Convento de Santo Agostinho.
- Segunda metade do século XIX: António Caseiro compra o moinho, que fica na sua família e volta a moer cereal.
- 1999: a Câmara Municipal de Leiria compra o moinho.
- 2009: o moinho abre como museu depois da sua recuperação por Álvaro Siza.
Visitar o Moinho do Papel
- Localização: o moinho fica na margem esquerda do Lis, a leste da Igreja de Santo Agostinho e junto à ponte dos Caniços, no caminho ribeirinho da cidade.
- Horários: a Câmara Municipal de Leiria publica os horários atuais e os programas de oficinas.
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