{"id":10443,"date":"2021-04-26T14:09:57","date_gmt":"2021-04-26T14:09:57","guid":{"rendered":"https:\/\/xrei.com\/?p=10443"},"modified":"2021-04-26T14:50:54","modified_gmt":"2021-04-26T14:50:54","slug":"beja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/","title":{"rendered":"Beja, Portugal"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_10446\" style=\"width: 1190px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/xrei.com\/images\/beja.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10446\" src=\"https:\/\/xrei.com\/images\/beja.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea da Cidade de Beja, com as muralhas do Castelo de Beja, a Porta de \u00c9vora, a S\u00e9 Catedral, e a vista dos arredores\" width=\"1180\" height=\"787\" class=\"size-full wp-image-10446\" srcset=\"https:\/\/xrei.com\/images\/beja.jpg 1180w, https:\/\/xrei.com\/images\/beja-980x654.jpg 980w, https:\/\/xrei.com\/images\/beja-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1180px, 100vw\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10446\" class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea da Cidade de Beja, com as muralhas do Castelo de Beja, a Porta de \u00c9vora, a S\u00e9 Catedral, e a vista dos arredores<\/p><\/div>\n<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_82_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-light-blue ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">In this article, you will get to know about...<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#Beja\" >Beja<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#Atracoes_a_visitar_na_cidade_de_Beja\" >Atra\u00e7\u00f5es a visitar na cidade de Beja<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#Atracoes_a_visitar_no_distrito_de_Beja\" >Atra\u00e7\u00f5es a visitar no distrito de Beja<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#Principais_vilas_e_cidades_no_distrito_de_Beja\" >Principais vilas e cidades no distrito de Beja<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#Breve_Historia_de_Beja\" >Breve Hist\u00f3ria de Beja<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#Outros_temas_interessantes_relacionados_com_Beja\" >Outros temas interessantes relacionados com Beja<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#A_economia_de_Beja\" >A economia de Beja<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#Projetos_e_apoios_as_empresas\" >Projetos e apoios \u00e0s empresas<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-9\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#O_Turismo_em_Beja\" >O Turismo em Beja<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-10\" href=\"https:\/\/xrei.com\/pt\/beja\/#Factos_Rapidos_de_Beja\" >Factos R\u00e1pidos de Beja<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Beja\"><\/span>Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>A <strong>cidade de Beja<\/strong> \u00e9 uma cidade milenar situada no baixo Alentejo, com uma cultura tradicional agr\u00edcola, paisagens marcadas pelas planta\u00e7\u00f5es, e ruas e pra\u00e7as com tra\u00e7os marcadamente hist\u00f3ricos e eclesi\u00e1sticos. Em Beja encontramos uma grande diversidade de atra\u00e7\u00f5es, uma cidade envolvida pelo campo, com castelos e museus, parques naturais e edif\u00edcios religiosos. \u00c9 uma cidade onde encontramos a mem\u00f3ria hist\u00f3rica muito presente nas igrejas, conventos e monumentos que caracterizam a paisagem bejense. A faceta antiga da cidade alentejana cruza-se com a passagem de outros povos, como os Mouros ou os Visigodos, que influenciaram a cultura e os costumes de Beja, tamb\u00e9m estampada no bras\u00e3o da cidade, onde um touro simboliza uma narrativa antiga. Reza a lenda que uma serpente tenebrosa aterrorizava os habitantes de Beja, quando a popula\u00e7\u00e3o decidiu colocar um touro envenenado na floresta com o objetivo se livrarem da criatura. S\u00e3o este tipo de contos e mitos que emprestam um lado misterioso \u00e0 regi\u00e3o de Beja, e preenchem o imagin\u00e1rio de todos aqueles que visitam a cidade de Beja. Beja \u00e9 a capital de distrito mais quente do pa\u00eds, com Invernos amenos, e Ver\u00f5es quentes e longos.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Atracoes_a_visitar_na_cidade_de_Beja\"><\/span>Atra\u00e7\u00f5es a visitar na cidade de Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<h3>O centro hist\u00f3rico da cidade de Beja:<\/h3>\n<p><strong>Pra\u00e7a da Rep\u00fablica<\/strong>: \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de Beja, que corresponde ao centro pol\u00edtico e administrativo da cidade. Era nesta pra\u00e7a que se realizavam as festas, as corridas de touros, pe\u00e7as de teatro durante a Idade M\u00e9dia e a \u00c9poca dos Descobrimentos. A Pra\u00e7a da Rep\u00fablica apresenta edif\u00edcios como a <strong>Igreja da Miseric\u00f3rdia<\/strong>, a sede do Conservat\u00f3rio Regional do Baixo Alentejo instalado num pal\u00e1cio do s\u00e9culo XVI, as Finan\u00e7as num pal\u00e1cio do s\u00e9culo XVII, a antiga cadeia da cidade e a C\u00e2mara Municipal inaugurada em 1953. O <strong>Largo de Santo Amaro<\/strong>, o local onde funcionou o mercado da reforma agr\u00e1ria a seguir ao 25 de 1974, merece destaque pela <strong>Igreja de Santo Amaro<\/strong>, onde encontramos o <strong>N\u00facleo Visig\u00f3tico do Museu Regional de Beja<\/strong>. O <strong>Largo de S\u00e3o Jo\u00e3o<\/strong>, a zona mais recente do centro hist\u00f3rico. Tem por principais atra\u00e7\u00f5es o centen\u00e1rio Clube Bejense, o Cine-Teatro Pax Julia inaugurado em 1928, uma escultura de No\u00e9mia Cruz no centro da pra\u00e7a, e a Travessa do Cepo, que integra a cidade medieval de Beja, com destaque para o arco g\u00f3tico. A <strong>Rua do Sembrano<\/strong>, com destaque para o <strong>N\u00facleo Museol\u00f3gico da Rua do Sembrano<\/strong>, que inclui as muralhas da Idade do Ferro, ru\u00ednas de termas romanas e pain\u00e9is de azulejos modernos alusivos \u00e0 tem\u00e1tica da \u00e1gua e da autoria do pintor Rog\u00e9rio Ribeiro. E a <strong>Pra\u00e7a Diogo Fernandes<\/strong>, com destaque para o <strong>Jardim do Bacalhau<\/strong> onde encontramos uma escultura moderna em ferro da autoria de Jorge Vieira dedicada ao Prisioneiro Pol\u00edtico Desconhecido.<\/p>\n<h3>Castelo de Beja<\/h3>\n<p><strong>Castelo de Beja<\/strong>: \u00e9 o monumento mais popular e emblem\u00e1tico de Beja, um castelo medieval bem cuidado situado no centro da cidade, com uma muralha que envolve a cidade antiga. O Castelo de Beja \u00e9 conhecido por possuir <strong>a torre de menagem mais alta da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<\/strong> com quase 40 metros de altura, e uma ab\u00f3bada incr\u00edvel com uma estrela de oito pontas. O castelo tem uma presen\u00e7a imponente gra\u00e7as \u00e0 sua torre e devido \u00e0s carater\u00edsticas arquitet\u00f3nicas dos estilos manuelino, g\u00f3tico, maneirista e rom\u00e2nico. \u00c9 um monumento diretamente ligado \u00e0 hist\u00f3ria de Portugal, onde podemos visitar a <strong>Casa do Governador<\/strong>, a maravilhosa torre de menagem, e percorrer o per\u00edmetro das muralhas que circundam a cidade velha com uma vista panor\u00e2mica privilegiada sobre Beja e os arredores da cidade. A cerca antiga do Castelo de Beja era composta por quarenta torres e quarto portas principais, as portas de \u00c9vora, as portas de M\u00e9rtola, portas de Avis e  as portas de Aljustre. Ao longo dos s\u00e9culos foram adicionadas tr\u00eas portas \u00e0 muralha, as portas de Moura, portas de S\u00e3o Sisenando e as portas da Corredoura. A <strong>Porta de \u00c9vora<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como Arco Romano de Beja \u00e9 entrada principal junto ao castelo. No interior do castelo encontramos desde 2019 o <strong>museu de arte contempor\u00e2nea Jorge Vieira<\/strong>.<\/p>\n<h3>Parque da Cidade de Beja<\/h3>\n<p>O <strong>Parque da Cidade<\/strong> \u00e9 um jardim t\u00edpico de lazer muito procurado pela popula\u00e7\u00e3o local. Situado a poente da cidade de Beja, foi constru\u00eddo em 2004 com um lago extenso situado no centro, v\u00e1rios jardins para atividades l\u00fadicas e servi\u00e7os utilit\u00e1rios. Aqui encontramos um restaurante, esplanada e quiosque, um parque infantil, um pequeno half-pipe para skates e patins, uma \u00e1rea dedicada a animais de estima\u00e7\u00e3o, mesas e bancos para piqueniques. Existe uma \u00e1rea com equipamentos desportivos para serem utilizados pelos visitantes. O Parque da Cidade de Beja destaca-se da paisagem urbana, pela exist\u00eancia de muitos espa\u00e7os verdes, onde vislumbramos uma grande diversidade de plantas, nomeadamente salgueiros, choupos, figueiras e sobreiros tipicamente alentejanos. Este parque assegura uma melhoria ambiental na regi\u00e3o com a sua mancha verde, e serve de palco para atividades t\u00e3o variadas como jogos com bola, caminhadas, passeios de bicicleta, leitura ou o ioga.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Atracoes_a_visitar_no_distrito_de_Beja\"><\/span>Atra\u00e7\u00f5es a visitar no distrito de Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<h3>Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina<\/h3>\n<p><strong>Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina<\/strong>: \u00e9 um parque natural assumido como uma das zonas litorais mais bonitas do mundo, com uma extens\u00e3o costeira superior a 100 km, delimitado a norte pela ribeira da Junqueira em S\u00e3o Torpes, no distrito de Set\u00fabal e a Sul pela praia de Burgau no Algarve, distrito de Faro. O parque \u00e9 uma das p\u00e9rolas do Alentejo devido \u00e0 grande diversidade de monumentos, ilhotas, praias selvagens com ondula\u00e7\u00e3o atl\u00e2ntica, fal\u00e9sias calc\u00e1rias, vegeta\u00e7\u00e3o protegida, aves migrat\u00f3rias, caminhos pedonais, pequenas vilas e aldeias, e muitos pontos de interesse que atraem milhares de visitantes todos os anos. As praias com extensos areais cativam a aten\u00e7\u00e3o dos praticantes do surf, enquanto os amantes da natureza visitam o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina para conhecerem a ponta de Sagres, local onde encontramos a <strong>Fortaleza de Sagres<\/strong> no <strong>cabo de S\u00e3o Vicente<\/strong>. O aspeto do parque sofre metamorfoses radicais de esta\u00e7\u00e3o para esta\u00e7\u00e3o, o que atrai muitos visitantes durante todo o ano. Com dezenas de praias ao longo da costa oeste e costa sul, o <strong>Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina<\/strong> \u00e9 mundialmente conhecido como destino de surf, desde S\u00e3o Torpes at\u00e9 ao Zavial na costa sul, passando por dezenas de praias, listando de norte a sul a mais conhecidas: a praia da Samoqueira, praia dos Buizinhos e praia de Porto Covo em Porto Covo, praia da Franquia e praia das Furnas em Vila Nova de Milfontes, a praia do Almograve, a praia do Cavaleiro, a praia de Zambujeira do Mar, a praia da Am\u00e1lia, a praia das Adegas e a praia de Odeiceixe, a praia do Vale dos Homens, a praia da Carriagem, a praia da Amoreira na foz da Ribeira de Aljezur, a praia de Monte Cl\u00e9rigo e a praia da Fateixa em Monte Cl\u00e9rigo, a praia do Medo da Fonte Santa, a praia da Arrifana na vila da Arrifana, a praia da Pedra Agulha, a praia do Canal, a praia de praia de Vale Figueiras, a praia da Bordeira e a praia do Amado na vila da Carrapateira, a praia da Cordoama e praia do Castelejo em Vila do Bispo; a praia da Ponta Ru\u00edva num local completamente rodeado por natureza selvagem, e as praias na vila de Sagres, nomeadamente a praia do Beliche, a praia do Tonel, a praia da Marteta e a praia do Martinhal. O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina tem por principais atra\u00e7\u00f5es naturais:<\/p>\n<ul>\n<li>As <strong>Arribas e recifes<\/strong> na ilha do Pessegueiro, Cabo Sard\u00e3o, Carrapateira, Cabo de S\u00e3o Vicente;<\/li>\n<li>A <strong>Fauna<\/strong>, com aproximadamente 200 esp\u00e9cies de avifauna, sendo que 26 nidificam em fal\u00e9sias. Merece especial destaque a cegonha branca (\u00fanica no mundo a fazer os ninhos nos rochedos mar\u00edtimos), o falc\u00e3o peregrino, a ave mais r\u00e1pida do parque natural podendo atingir uma velocidade de mergulho aproximada de 385 km\/h;<\/li>\n<li>A <strong>Flora<\/strong>, com aproximadamente 750 esp\u00e9cies de flora, sendo que 12 s\u00f3 existem neste local;<\/li>\n<li>As <strong>Zonas Fluviais de Pesca Interdita<\/strong>, nomeadamente a ribeiras do Seixe, ribeira de de Aljezur, ribeira de Bordeira e o rio Mira;<\/li>\n<li>As <strong>Zonas Mar\u00edtimas de Pesca Interdita<\/strong>, nomeadamente as Pedras do Burrinho, da Atalaia, da Carraca, da Agulha, da Enseada do Santoleiro, da Ba\u00eda da Nau, das Gaivotas, do Gigante, da ilha do Pessegueiro, do Cabo Sard\u00e3o, dos ilhotes do Martinhal e da zona do Rogil;<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Parque Natural do Vale do Guadiana<\/h3>\n<p>O <strong>Parque Natural do Vale do Guadiana<\/strong> \u00e9 um parque natural protegido criado em 1995 para preservar o tro\u00e7o do rio Guadiana, situado em redor da vila de M\u00e9rtola. A \u00e1rea do parque circunscreve-se a uma zona de plan\u00edcies, colinas e vales que se estendem ao longo da bacia hidrogr\u00e1fica do Vale do Guadiana com uma fauna e flora extremamente ricas, que incluem vegeta\u00e7\u00e3o mediterr\u00e2nica protegida da interven\u00e7\u00e3o humana, com presen\u00e7a de aves rup\u00edcolas ao longo do territ\u00f3rio que constitui o Parque Natural. Aqui encontramos v\u00e1rios trilhos para caminhadas onde podemos observar aves, sendo o parque um importante corredor para as aves migrat\u00f3rias e habitat para aves rapinas, e encontrar algumas esp\u00e9cies \u00fanicas no mundo, como \u00e9 o caso do peixe Saramugo. Para al\u00e9m de todos estes atributos naturais, podemos visitar v\u00e1rias atra\u00e7\u00f5es no Parque Natural do Vale do Guadiana, como \u00e9 o caso das cascatas do <strong>Pulo do Lobo<\/strong>, a <strong>vila-museu de M\u00e9rtola<\/strong> com mais de mil anos, o <strong>Castelo de M\u00e9rtola<\/strong>, a <strong>Ermida de Nossa Senhora das Neves<\/strong>, a <strong>Igreja Matriz de Nossa Senhora da Anuncia\u00e7\u00e3o<\/strong>, o <strong>Museu de M\u00e9rtola &#8211; N\u00facleo da Bas\u00edlica Paleocrist\u00e3<\/strong>, a <strong>Ponte de M\u00e9rtola<\/strong> uma ponte centen\u00e1ria sobre a ribeira de Oeiras declarada Monumento Nacional,  a <strong>praia Fluvial Azenhas do Guadiana<\/strong>, a <strong>praia fluvial da Tapada Grande<\/strong>, e a <strong>Mina de S. Domingos<\/strong>, um complexo mineiro abandonado. No Parque Natural do Vale do Guadiana apresenta por principais atra\u00e7\u00f5es naturais:<\/p>\n<ul>\n<li>Os <strong>Geos\u00edtios<\/strong>, nomeadamente a cascata do Pulo do Lobo; a Sequ\u00eancia Estratigr\u00e1fica do Pomar\u00e3o com rochas vulc\u00e2nicas com carater\u00edsticas \u00fanicas na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, e com uma idade aproximada de 350 milh\u00f5es de anos; e a mina de S\u00e3o Domingos, uma mina explorada desde o per\u00edodo romano at\u00e9 1962, tendo sido rica em cobre, enxofre, ouro, chumbo e zinco;<\/li>\n<li>O <strong>Patrim\u00f3nio<\/strong> composto pelo Centro de Interpreta\u00e7\u00e3o da Paisagem da Amendoeira, Centro de Estudos e Sensibiliza\u00e7\u00e3o Ambiental do Monte do Vento, e a Praia Fluvial da Tapada Grande;<\/li>\n<li>E os <strong>Pontos de interesse<\/strong> compostos pelo Moinho dos Canais, Rocha da Gal\u00e9, Azenhas do Guadiana, Penha da \u00c1guia, Ribeira do Vasc\u00e3o, Antas das Pias, o Azinhal (Zona de Alimenta\u00e7\u00e3o de Grous), Monte da Balan\u00e7a com aves estep\u00e1rias e a barragem dos corvos.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Cascata do Pulo do Lobo<\/h3>\n<p>A <strong>Cascata do Pulo do Lobo<\/strong> \u00e9 uma cascata situada no Rio Guadiana, com acesso pela Herdade do Pulo do Lobo, caraterizada pela queda espetacular de \u00e1guas cristalinas a mais de 20 metros de altura atrav\u00e9s das rochas cerradas. A \u00e1gua da cascata cai no rio com viol\u00eancia provocando um efeito de queda de \u00e1gua espetacular. A Cascata do Pulo do Lobo foi referida <strong>como uma das maravilhas naturais de Portugal<\/strong>. O nome da cascata \u00e9 oriundo de uma lenda, que diz que um lobo conseguiu atravessar as margens esguias do rio com um \u00fanico salto. O Pulo do Lobo \u00e9 um local de forte energia tel\u00farica, com o som da \u00e1gua, o ambiente de n\u00e9voa, a corrente do rio. A situa\u00e7\u00e3o de perigo queda existe para os mais distra\u00eddos, contudo a \u00e1rea aconselhada para observa\u00e7\u00e3o da cascata est\u00e1 protegida com um varandim. As margens da cascata do Pulo do Lobo s\u00e3o rochosas e \u00edngremes, com o rio Guadiana em pano de fundo. Para acedermos \u00e0 cascata na margem Portuguesa, devemos entrar na Herdade do Pulo do Lobo, onde encontramos um port\u00e3o. Neste ponto existe a indica\u00e7\u00e3o que podemos abrir o port\u00e3o para entrar, contudo agradecem que o deixemos fechado ap\u00f3s a passagem. <\/p>\n<h3>Ilha do Pessegueiro, Forte da Ilha de Fora, a praia do Pessegueiro e o Forte de Nossa Senhora da Queimada<\/h3>\n<p><strong>Ilha do Pessegueiro<\/strong>: \u00e9 uma pequena ilha sem qualquer praia de areia situada a sul de Porto Covo, integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A \u00fanica edifica\u00e7\u00e3o existente na ilha \u00e9 o <strong>Forte de Santo Alberto do Pessegueiro<\/strong>, tamb\u00e9m conhecido como Forte da Ilha de Fora, com a antiga fun\u00e7\u00e3o de cruzar fogos com o <strong>Forte da Nossa Senhora da Queimada<\/strong>, classificado como Monumento Nacional, localizado junto \u00e0 praia da Ilha do Pessegueiro. \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o de defesa militar erguida sobre rocha de arenito e apresenta plantal pologional, refor\u00e7ada por baluartes triangulares com muros em talude, constru\u00edda no s\u00e9culo XVII com o objetivo de impedir o avan\u00e7o de piratas. O terramoto de 1755 causou danos elevados no conjunto das fortalezas. Frente \u00e0 ilha, no continente encontramos <strong>A praia da Ilha do Pessegueiro<\/strong>, uma praia de aproximadamente 750 metros de areal e rocha, orientada a oeste, situada a 2 km sul de Porto Covo, frente ao parque de Campismo de Porto Covo. Esta ilha ficou eternizada na m\u00fasica &quot;Porto Covo&quot; composta pelo m\u00fasico portugu\u00eas Rui Veloso.<\/p>\n<h3>Castelo de M\u00e9rtola<\/h3>\n<p><strong>Castelo de M\u00e9rtola<\/strong>: \u00e9 um castelo erigido no s\u00e9culo XIII pelos cavaleiros da Ordem de Santiago, situado na vila de M\u00e9rtola (distrito de Beja) numa situa\u00e7\u00e3o elevada sobre a vila e sobre rio Guadiana. Trata-se de um castelo de estilo g\u00f3tico, que sofreu v\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es e restauros ao longo dos s\u00e9culos devido \u00e0 presen\u00e7a dos romanos e dos \u00e1rabes. O Castelo de M\u00e9rtola inclui uma Torre de Menagem com aproximadamente 30 metros, duas torres mais pequenas e uma cisterna no centro da pra\u00e7a de armas. O castelo beneficiou de obras de repara\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo passado e a Torre de Menagem serve hoje como \u00e1rea de exposi\u00e7\u00e3o das descobertas arqueol\u00f3gicas da \u00e9poca romana, visig\u00f3tica, isl\u00e2mica e portuguesa. Al\u00e9m dos atributos hist\u00f3ricos e do excelente estado de conserva\u00e7\u00e3o, um dos aspetos mais elogiados do Castelo de M\u00e9rtola \u00e9 a vista ampla da vila de M\u00e9rtola e do Rio Guadiana atrav\u00e9s do topo das muralhas. Daqui conseguimos avistar as outras freguesias. \u00c0 esquerda do Castelo de M\u00e9rtola encontramos a igreja matriz, uma antiga mesquita convertida em igreja depois da reconquista dos crist\u00e3os.<\/p>\n<h3>Castelo de Moura<\/h3>\n<p><strong>Castelo de Moura<\/strong>: \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o medieval do s\u00e9culo XIII situado na margem esquerda do Guadiana, \u00e9poca em que Moura foi ocupada pelos crist\u00e3os pela primeira vez. Os portugueses aproveitaram as fortifica\u00e7\u00f5es deixadas pelos \u00e1rabes para erguer e aumentar a envergadura do castelo \u00e0 medida que a popula\u00e7\u00e3o aumentava. O Castelo de Moura sofreu v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es arquitet\u00f3nicas ao longo dos anos, sendo que os maiores destaques v\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o do <strong>Convento de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o<\/strong> e das <strong>torres do Rel\u00f3gio<\/strong>. Para al\u00e9m da impon\u00eancia do monumento e da localiza\u00e7\u00e3o bem no cora\u00e7\u00e3o da cidade de Moura, o castelo \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o devido \u00e0 sua planta retangular em estilo manuelino, e pelo estilo g\u00f3tico da Torre de Menagem, com a Sala dos Alcaides com uma planta octogonal coberta por uma ab\u00f3bada em cruzaria de ogivas. A lenda da Moura Sal\u00faquia diz que a cidade de  Moura foi conquistada aos mouros devido a um erro da princesa Sal\u00faquia, que por engano confundiu os irm\u00e3os de D. Afonso Enriques mascarados com vestes mu\u00e7ulmanas com cavaleiros isl\u00e2micos, permitindo-lhes a entrada dos no Castelo. Estes derrotaram os mouros e conquistaram a fortaleza e vila, renomeando para &quot;Terra da Moura Sal\u00faquia&quot;, tendo originado o nome da cidade de Moura.<\/p>\n<h3>Centro Ci\u00eancia Viva do Lousal<\/h3>\n<p>O <strong>Centro de Ci\u00eancia Viva do Lousal<\/strong> \u00e9 um espa\u00e7o din\u00e2mico de conhecimento e lazer, que tem como principal objetivo divulgar a cultura cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica junto da popula\u00e7\u00e3o. O local convida a uma viagem no tempo, onde podemos conhecer uma representa\u00e7\u00e3o da j\u00e1 extinta <strong>mina do Lousal<\/strong> com milhares de mineiros em pleno funcionamento. Embora o lado cient\u00edfico e o conhecimento sejam o foco do Centro Ci\u00eancia Viva do Lousal, existe tamb\u00e9m espa\u00e7o para abordar outros assuntos da \u00e9poca atrav\u00e9s de conte\u00fados interativos dedicados \u00e0 geologia, f\u00edsica, qu\u00edmica, matem\u00e1tica, computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica ou biologia. O museu industrial que alberga atualmente o Centro Ci\u00eancia Viva do Lousal foi um antigo complexo mineiro entre 1934 e 1992. Ap\u00f3s algumas adapta\u00e7\u00f5es, este polo passou a dispor de uma gruta virtual, salas para exposi\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, um laborat\u00f3rio, um audit\u00f3rio, um cybercaf\u00e9 e um miradouro. O Centro Ci\u00eancia Viva \u00e9 uma forma fant\u00e1stica para fam\u00edlias associarem conhecimento e divertimento numa \u00fanica atividade.<\/p>\n<h3>Museu Regional de Beja &#8211; Museu Rainha D. Leonor<\/h3>\n<p>O <strong>Museu Regional de Beja &#8211; Museu Rainha D. Leonor<\/strong> \u00e9 <strong>o museu mais antigo de Portugal<\/strong>, tendo sido inaugurado em 1791. Localiza-se nos despojos do <strong>antigo Convento da Concei\u00e7\u00e3o<\/strong>, na freguesia de Santa Maria da Feira e cidade de Beja. Tamb\u00e9m conhecido como Museu Rainha Dona Leonor, este espa\u00e7o documenta as diferentes culturas com presen\u00e7a no Alentejo desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria \u00e0 atualidade atrav\u00e9s de um esp\u00f3lio imenso, que adveio de outros conventos e pal\u00e1cios da regi\u00e3o. A cole\u00e7\u00e3o principal apresenta pe\u00e7as da arqueologia romana, encontradas durante o imp\u00e9rio de J\u00falio C\u00e9sar, reveladoras da ocupa\u00e7\u00e3o deste territ\u00f3rio. O museu sofreu diversas obras de amplia\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o ao longo dos anos, o que permitiu concentrar no mesmo local uma combina\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de estilos t\u00e3o diversos como o g\u00f3tico, o manuelino ou o barroco. A beleza da azulejaria, da pintura, da escultura e da talha encontrada no seu interior impressiona-nos pela grandeza. A partir de 1991, o museu passou a integrar a <strong>Igreja de Santo Amaro<\/strong>, considerada como <strong>um dos n\u00facleos visig\u00f3ticos mais importantes da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<\/strong>.<\/p>\n<h3>Castelo de Serpa<\/h3>\n<p>O <strong>Castelo de Serpa<\/strong> \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o medieval do s\u00e9culo XIII, proveniente da \u00e9poca da Reconquista Crist\u00e3 na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. O castelo est\u00e1 localizado na Uni\u00e3o de Freguesias de Serpa, que agrega Salvador e Santa Maria, no centro hist\u00f3rico da povoa\u00e7\u00e3o de Serpa, a cerca de duzentos e trinta metros acima do n\u00edvel do mar. O Castelo de Serpa \u00e9 um excelente exemplo de arquitetura militar, g\u00f3tica e maneirista, com planta retangular, as muralhas de alc\u00e1\u00e7ova a norte e uma torre de menagem a sul. A muralha do castelo \u00e9 refor\u00e7ada por cubelos e torres de planta quadrangular com a Porta de Beja e a Porta de Moura, duas portas monumentais. Antigamente existiam tamb\u00e9m a Porta da Corredoura, a Porta de Sevilha e a Porta Nova. A imponente Torre do Rel\u00f3gio encontra-se na pra\u00e7a da vizinha <strong>Igreja de Santa Maria<\/strong>, uma antiga mesquita mu\u00e7ulmana. Desde as muralhas do castelo podemos apreciar uma vista panor\u00e2mica da cidade de Serpa.<\/p>\n<h3>Cabo e Farol Sard\u00e3o<\/h3>\n<p>O <strong>Cabo Sard\u00e3o<\/strong> \u00e9 a maior proemin\u00eancia da costa ocidental entre o Cabo de Sines e o Cabo de S\u00e3o Vicente. Localizado na costa alentejana sobre o Oceano Atl\u00e2ntico, no concelho de Odemira e Distrito de Beja, O Cabo Sard\u00e3o \u00e9 marcante pela comunh\u00e3o entre a paisagem terrestre e mar\u00edtima, onde se destaca o contraste entre as extensas plan\u00edcies verdejantes e as escarpas vertiginosas a pique em dire\u00e7\u00e3o ao mar. Ao longo da costa podemos avistar casais de cegonhas brancas que escolheram este local para nidifica\u00e7\u00e3o. Com alguma aten\u00e7\u00e3o, podemos tamb\u00e9m identificar falc\u00f5es-peregrinos, gralhas-de-bico-vermelho ou francelhos. Aqui encontramos o <strong>Farol do Cabo Sard\u00e3o<\/strong>, uma torre quadrangular branca de 17 metros de altura, constru\u00edda em alvenaria com uma lanterna vermelha cil\u00edndrica no topo. Em funcionamento desde 1915, este farol tem uma amplitude luminosa de 23 milhas. As \u00e1reas circundantes convidam-nos para algumas caminhas ou momentos de introspe\u00e7\u00e3o, aproveitando o contacto com a natureza, o som do oceano atl\u00e2nticos e o aroma t\u00edpico de zonas costeiras.<\/p>\n<h3>Barragem do Monte da Rocha<\/h3>\n<p>A <strong>Barragem do Monte da Rocha<\/strong> integra a parte ocidental do Baixo Alentejo, mais concretamente a freguesia de Pan\u00f3ias e concelho de Ourique. Tem como atra\u00e7\u00e3o a sua envolvente de beleza natural, e um ralo gigante que capta a aten\u00e7\u00e3o para um efeito de espiral da \u00e1gua a desaparecer num buraco. Este ralo est\u00e1 situado no topo norte da barragem. Ao longo da \u00e1rea da barragem do Monte da Rocha podemos vislumbrar diversas esp\u00e9cies de aves. A barragem tem uma utiliza\u00e7\u00e3o maioritariamente agr\u00edcola, e s\u00e3o as paisagens envolventes que atraem curiosos de v\u00e1rios cantos do mundo para caminhadas na natureza, observa\u00e7\u00e3o de aves, fotografia e descobrir a regi\u00e3o.<\/p>\n<h3>Museu da Escrita do Sudoeste<\/h3>\n<p>o <strong>Museu da Escrita do Sudoeste<\/strong> \u00e9 um museu hist\u00f3rico situado na vila de Almod\u00f4var, com um esp\u00f3lio dos testemunhos principais da chamada \u201cescrita do Sudoeste\u201d. Esta escrita foi utilizada pelos Tartessos, um povo ib\u00e9rico da Idade do Ferro, que se concentrou nas regi\u00f5es do Algarve, Andaluzia e Baixo Alentejo. A escrita em pedra constitui o testemunho f\u00edsico mais acentuado deste povo, sendo o Alentejo a zona onde esses vest\u00edgios est\u00e3o mais presentes. O desaparecimento deste povo ib\u00e9rico carece ainda hoje de explica\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, contudo o Museu de Escrita do Sudoeste re\u00fane um grande volume de informa\u00e7\u00e3o acerca dos Tartessos. O museu alberga a <strong>Estela de S\u00e3o Martinho<\/strong>, uma pe\u00e7a de grande porte, talvez a maior atra\u00e7\u00e3o entre os v\u00e1rios artefactos ligados aos Tartessos. Esta pe\u00e7a \u00e9 considerada uma das inscri\u00e7\u00f5es mais completas de escrita tart\u00e9ssica, contendo cerca de 60 signos.<\/p>\n<h3>Museu Severo Portela<\/h3>\n<p><strong>Museu Severo Portela<\/strong><br \/>\nO <strong>Museu Severo Portela<\/strong> \u00e9 um espa\u00e7o que presta homenagem \u00e0 vida e obra do pintor Severo Portela J\u00fanior, situado no munic\u00edpio de Almod\u00f4var. As cerca de 40 obras encontradas no museu foram doadas pelo pintor \u00e0 C\u00e2mara de Almod\u00f4var antes da sua morte em 1985. O museu encontra-se na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, outrora Pa\u00e7os de Concelho, num edif\u00edcio do s\u00e9culo XVI onde consta que pernoitou D. Sebasti\u00e3o numa passagem por Almod\u00f4var em 1573. As obras de Severo Portela J\u00fanior s\u00e3o pinturas a \u00f3leo, desenhos, esculturas e estudos do artista, que se notabilizou no s\u00e9culo XX. A liga\u00e7\u00e3o de Severo Portela a Almod\u00f4var aconteceu porque o artista se apaixonou por uma senhora nesta localidade e decidiu mudar-se para o Alentejo, dedicando 30 anos \u00e0 vila, refletidos no museu. No r\u00e9s-do-ch\u00e3o existe uma exposi\u00e7\u00e3o que se intitula \u201c<strong>Sapateiro \u2013 Mem\u00f3rias de um Of\u00edcio<\/strong>\u201d, que divulga e homenageia o cal\u00e7ado e artes\u00e3os da regi\u00e3o. O museu possui tamb\u00e9m uma pequena biblioteca com sala de leitura.<\/p>\n<h3>Igreja de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A <strong>Igreja de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o<\/strong>, ou <strong>igreja de Nossa Senhora de Entrevinhas<\/strong> \u00e9 atualmente a igreja matriz de M\u00e9rtola. Foi constru\u00edda originalmente como uma mesquita, durante a ocupa\u00e7\u00e3o dos \u00e1rabes. Mais tarde foi transformada em igreja ap\u00f3s a reconquista crist\u00e3. Apesar das altera\u00e7\u00f5es, o local mant\u00e9m muitos pormenores da antiga mesquita como, por exemplo, os arcos em ferradura, as portas e janelas ou as v\u00e1rias colunas que servem de suporte ao teto abobadado. Esta mistura dos v\u00e1rios povos que passaram por M\u00e9rtola serve de ep\u00edtome para a cultura da cidade. \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o simples, sem grande opul\u00eancia e com uma beleza minimalista. Apresenta-se como um exemplar perfeito da fus\u00e3o entre tra\u00e7os arquitet\u00f3nicos dos \u00e1rabes e crist\u00e3os, j\u00e1 que possibilita-nos observar em simult\u00e2neo neste edif\u00edcio o nicho da ora\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmano (o mihrab), e alguns tra\u00e7os do estilo manuelino. Esta igreja est\u00e1 situada pr\u00f3xima do Castelo de M\u00e9rtola.<\/p>\n<h3>Bas\u00edlica Real de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A <strong>Bas\u00edlica Real de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 um importante templo da freguesia e concelho de Castro Verde, que se destaca pela cobertura dos muros em azulejos oitocentistas com imagens da Batalha de Ourique. Essa batalha ocorreu em 1139 e a sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica \u00e9 incontorn\u00e1vel, pois culminou com a expuls\u00e3o dos \u00e1rabes por parte das tropas crist\u00e3s de D. Afonso Henriques, coroado Rei de Portugal. Esta igreja foi reconstru\u00edda de base na primeira metade do s\u00e9culo XVIII em homenagem \u00e0 vila pela sua contribui\u00e7\u00e3o para a hist\u00f3ria do pa\u00eds. A Bas\u00edlica Real de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o foi projetada pelo arquiteto Jo\u00e3o Nunes, conhecido pela grandiosidade das suas constru\u00e7\u00f5es. Os ciclos de azulejaria e pintura moral de tem\u00e1tica b\u00e9lica s\u00e3o a grande atra\u00e7\u00e3o deste s\u00edtio, contudo podemos tamb\u00e9m apreciar os altares de talha dourada que tanto caraterizam o estilo portugu\u00eas. Aqui encontramos o <strong>Tesouro da Bas\u00edlica<\/strong>, um conjunto de pe\u00e7as de arte sacra que integram o Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja.<\/p>\n<h3>Igreja do Carmo, Beja<\/h3>\n<p>A <strong>Igreja do Carmo<\/strong> \u00e9 uma igreja de confraria tipicamente setecentista com fachada simples e de empena triangular rematada por pin\u00e1culos. Situa-se no Largo do Carmo em Beja, antigo local da Ermida de Santa Catarina. Esta antiga constru\u00e7\u00e3o possui um enquadramento urbano, mandada construir pela vi\u00fava de Diogo Fernandes de Beja, um c\u00e9lebre capit\u00e3o das Armadas da \u00cdndia. O estilo arquitet\u00f3nico deste monumento \u00e9 tipicamente religioso e possui elementos de car\u00e1ter barroco, rococ\u00f3 e neocl\u00e1ssico. O portal de entrada \u00e9 tipicamente barroco, o altar e o p\u00falpito enquadram-se no estilo rococ\u00f3 com os altares laterais de estilo reminiscente do neocl\u00e1ssico. A Igreja do Carmo foi objeto de obras de restauro nos finais da d\u00e9cada de 1980 com o intuito de recuperar e conservar os diferentes elementos da constru\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m com o objetivo de ampliar os anexos e colocar uma nova cobertura. A Igreja do Carmo \u00e9 utilizada atualmente como igreja paroquial, e destaca-se pela sua estrutura mista, onde as paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e caiadas se misturam com portais e elementos secund\u00e1rios de cantaria, ret\u00e1bulos de talha dourada e policromada.<\/p>\n<h3>Casa-Museu Quinta da Esperan\u00e7a<\/h3>\n<p>A <strong>Casa-Museu Quinta da Esperan\u00e7a<\/strong> \u00e9 uma casa senhorial datada do final do s\u00e9culo XVI, situada na vila de Cuba, pertencente ao distrito de Beja. A Casa-Museu tem um estilo bem alentejano, onde se destaca a pintura branca com linhas azuis, e engloba v\u00e1rias tem\u00e1ticas hist\u00f3ricas e culturais da regi\u00e3o, demonstrando uma forte tradi\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e taurom\u00e1quica. O edif\u00edcio possui quatro pisos com mais de 200 divis\u00f5es. Atualmente, existem 25 salas em exposi\u00e7\u00e3o aberta ao p\u00fablico, incluindo a emblem\u00e1tica Capela e os arredores do museu, pelo que s\u00e3o necess\u00e1rios cerca de 90 minutos para podermos visitar todos os recantos do local com a devida aten\u00e7\u00e3o. Por ser uma habita\u00e7\u00e3o da nobreza, a Quinta da Esperan\u00e7a teve a honra de hospedar a Rainha D. Maria II, o Rei D. Pedro V e o Rei D. Lu\u00eds, tr\u00eas elementos da Fam\u00edlia Real Portuguesa aquando das suas visitas a Beja.<\/p>\n<h3>Museu da Ruralidade<\/h3>\n<p>O <strong>Museu da Ruralidade<\/strong> \u00e9 um centro dedicado a tr\u00eas \u00e1reas expositivas, as exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias de <strong>objetos t\u00edpicos das carater\u00edsticas rurais da regi\u00e3o<\/strong>, as exposi\u00e7\u00f5es que incluem <strong>uma oficina do ferreiro ou o esp\u00f3lio do \u00faltimo abeg\u00e3o de Castro Verde<\/strong> e o <strong>N\u00facleo da Oralidade<\/strong>, onde \u00e9 poss\u00edvel tomar contato com documenta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio imaterial da regi\u00e3o. O museu da Ruralidade encontra-se situado na freguesia de Entradas, no munic\u00edpio de Castro Verde. Em atividade desde 2011, este museu acolhe uma cole\u00e7\u00e3o de ferramentas, equipamentos e m\u00e1quinas ligados ao mundo rural, ao mesmo tempo que procura mostrar as carater\u00edsticas e especificidades da oralidade do patrim\u00f3nio imaterial das terras do Campo Branco. Aqui podemos encontrar uma debulhadora fixa, um arado, um selecionador de sementes ou uma enfardadeira manual com as devidas defini\u00e7\u00f5es e dados hist\u00f3ricos. Podemos ouvir os sons da viola campani\u00e7a, que retratam muita da cultura das gentes alentejanas.<\/p>\n<h3>Villa Romana de Pis\u00f5es<\/h3>\n<p>A <strong>Villa Romana de Pis\u00f5es<\/strong> \u00e9 um s\u00edtio arqueol\u00f3gico situado a 10 km da cidade de Beja na Herdade da Almocreva, descoberto em 1967 durante atividades agr\u00edcolas. O monumento \u00e9 uma das principais villas romanas que <strong>consiste numa grande casa senhorial do per\u00edodo romano<\/strong>, ocupada desde o s\u00e9culo I at\u00e9 ao dom\u00ednio visig\u00f3tico. Destaca-se pelo seu excelente estado de conserva\u00e7\u00e3o, que permite apreciar em detalhe a riqueza dos seus mosaicos e termas. A constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 parcialmente escavada e apresenta 48 divis\u00f5es centradas num peristilo, uma s\u00e9rie de colunas do estilo grego em redor do edif\u00edcio. A Barragem de Pis\u00f5es encontra-se a cerca de 200 metros e servia para abastecer os tanques, termas e piscinas da villa. Uma das salas possui um tanque com cobertura de mosaicos marinhos, que visava controlar a temperatura da sala para que os habitantes se pudessem abrigar do calor. Existem tamb\u00e9m vest\u00edgios de quatro estruturas funer\u00e1rias constru\u00eddas paralelamente \u00e0 piscina e que se destinavam aos elementos mais abastados da villa. Em pouco mais de 60 minutos \u00e9 poss\u00edvel fazer uma visita completa \u00e0 Villa Romana de Pis\u00f5es.<\/p>\n<h3>Barragem do Alqueva<\/h3>\n<p><strong>Barragem do Alqueva<\/strong>: \u00e9 a barragem mais importante do alentejo, o maior lago artificial da Europa, contribu\u00edndo para o crescimento do cultivo agr\u00edcola dos \u00faltimos anos na regi\u00e3o do alto e baixo alentejo. A barragem fica situada no rio Guadiana, tendo sido constru\u00edda com os objetivos de produzir energia, criar um sistema de regadio para o Alentejo e desenvolver a agricultura. Na barragem de Alqueva \u00e9 procurada para v\u00e1rias atividades, nomeadamente a pesca, ca\u00e7a, caminhadas pedestres, passeios a cavalos, passeios de barco, voos em bal\u00e3o de ar quente, BTT, desportos n\u00e1uticos, e praia fluvial. A barragem de Alqueva abrange os concelhos portugueses de Alandroal, Moura, Mour\u00e3o, Reguengos de Monsaraz e Portel. E os concelhos espanh\u00f3is de Alconchel, Cheles, Oliven\u00e7a e Villanueva del Fresno. Em Alqueva recomendamos a visita \u00e0 vila museu no castelo de Monsaraz, ao Castelo de Mour\u00e3o, a aldeia da Luz, uma aldeia que ficou parcialmente submersa aquando da inaugura\u00e7\u00e3o da barragem em 2002, o castelo romano da Lousa, a vila fortaleza de Monsaraz, com destaque para o Centro N\u00e1utico de Monsaraz e a festa bienal \u201cMonsaraz Museu Aberto\u201d, a aldeia de Campinho, a aldeia da Amieira, a aldeia da Estrela, a Amieira Marina, atualmente a maior infraestrutura n\u00e1utica da barragem do Alqueva, a aldeia de Alqueva, a aldeia de Capelins, aldeia de Juromenha, aldeia da Granja, a aldeia de Marmelar, a aldeia da Mina de da Orada, a aldeia do Monte Trigo, a aldeia do Pedr\u00f3g\u00e3o, a aldeia de P\u00f3voa de S\u00e3o Miguel e aldeia do Telheiro.<\/p>\n<h3>Barragem do Roxo<\/h3>\n<p>A <strong>Barragem do Roxo<\/strong> \u00e9 uma barragem mista, constitu\u00edda por bet\u00e3o na parte mais profunda do vale e de terra e rocha na margem direita da ribeira. Situa-se na freguesia de Ervidel, na ribeira do Roxo, um afluente do Rio Sado. A barragem foi inaugurada em 1967 com o intuito de abastecer os concelhos de Beja e Aljustrel e destina-se principalmente para fins de rega. Para al\u00e9m disso, a Barragem do Roxo \u00e9 utilizada para pr\u00e1tica de pesca e desportos n\u00e1uticos como a nata\u00e7\u00e3o, barcos \u00e0 vela ou windsurf. O pared\u00e3o da barragem tem 35 metros de altura e estende-se ao longo de 864 metros de terra e bet\u00e3o. Esta infraestrutura inclui-se numa paisagem de plan\u00edcie, onde o terreno \u00e9 pouco acidentado e podemos caminhar por pastagens e culturas arvenses de sequeiro. Esta barragem enquadra-se na Albufeira do Roxo, e representa o patrim\u00f3nio natural e paisag\u00edstico mais relevante desta regi\u00e3o.<\/p>\n<h3>Barragem de Santa Clara<\/h3>\n<p>A <strong>Barragem de Santa Clara<\/strong> \u00e9 uma albufeira situada na freguesia de Odemira com uma \u00e1rea aproximada de 2000 hectares. Inaugurada pelo Estado Novo Portugu\u00eas em 1969 com o objetivo de regadio para todo o concelho de Odemira, esta barragem abastecida pelo Rio Mira foi outrora a maior barragem portuguesa. Ao contr\u00e1rio do que \u00e9 habitual, o material utilizado para construir esta infraestrutura foi a terra e n\u00e3o o bet\u00e3o. Tratou-se de uma constru\u00e7\u00e3o pioneira \u00e0 \u00e9poca. Em torno da barragem, podemos observar montes e vales com sobreiros e azinheiras. Existem tamb\u00e9m trilhos regulares para a pr\u00e1tica de corrida e outros mais acidentados com sinaliza\u00e7\u00e3o para explorar as zonas perif\u00e9ricas. Nas \u00e1guas espelhadas da Barragem de Santa Clara s\u00e3o locais de pr\u00e1tica de pesca desportiva, remo e canoagem, e aqui vivem esp\u00e9cies como carpas, achig\u00e3s, lagostins ou pimp\u00f5es. A grandiosidade da barragem \u00e9 impressionante quando vista atrav\u00e9s do pared\u00e3o ou do cimo dos vales. Aqui encontramos um local sossegado e adequado para relaxarmos em contato com a natureza.<\/p>\n<h3>Barragem de Odivelas<\/h3>\n<p>A <strong>Barragem de Odivelas<\/strong> \u00e9 uma das maiores barragens do Baixo Alentejo. Foi constru\u00edda em 1972 sobre o leito da ribeira de Odivelas, perto da aldeia de Odivelas no concelho de Ferreira do Alentejo. A \u00e1gua armazenada nesta barragem \u00e9 utilizada acima de tudo para irriga\u00e7\u00e3o. Um local de <strong>observa\u00e7\u00e3o de aves<\/strong>, a barragem estende-se ao longo de 970 hectares com 5 km de comprimento e 3 km de largura, sendo um importante ponto de concentra\u00e7\u00e3o de diversas aves aqu\u00e1ticas como o pato-real, o bico-grossudo, a perdiz-do-mar e o galeir\u00e3o comum. Perto da Barragem de Odivelas existe uma alameda de pinheiros mansos que nos levam at\u00e9 ao pared\u00e3o da barragem. Chegados aqui, podemos observar uma albufeira em toda a sua extens\u00e3o com a \u00e1gua em pano de fundo e algumas aves na paisagem. As \u00e1guas oferecem excelentes condi\u00e7\u00f5es para a pesca de achig\u00e3s e bogas. Do outro lado do pared\u00e3o, existe um pequeno bosque onde podemos repousar ou saborear uma refei\u00e7\u00e3o no parque de merendas da zona de lazer. Junto \u00e0 barragem existe um parque de campismo.<\/p>\n<h3>Parque de Natureza de Noudar<\/h3>\n<p><strong>Parque de Natureza de Noudar<\/strong>: \u00e9 um parque situado na Herdade da Coitadinha, na fronteira com Espanha. O Parque de Natureza de Noudar tem por principais atra\u00e7\u00f5es as Hortas de plantas arom\u00e1ticas, nomeadamente a Horta do Monte, Horta da Senhora e Horta do Olival; as Pastagens para gado bovino de ra\u00e7a Mertolengo; o <strong>Castelo de Noudar<\/strong>; local de passeios de bicicleta, observa\u00e7\u00e3o de fauna e flora, e observa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u noturno com telesc\u00f3pio.<\/p>\n<h3>Capela de Nossa Senhora do Mar<\/h3>\n<p>A <strong>Capela de Nossa Senhora do Mar<\/strong> \u00e9 uma modesta constru\u00e7\u00e3o religiosa, situada num largo amplo junto \u00e0 praia de Zambujeira do Mar, perto da vila de S\u00e3o Teot\u00f3nio. A estrutura da capela \u00e9 t\u00edpica da arquitetura religiosa, apresentando paredes brancas com alguns elementos em azul e uma planta composta por nave e sacristia. Est\u00e1 enquadrada num espa\u00e7o urbano isolado em orla mar\u00edtima com fal\u00e9sia entre a capela e o mar. A localiza\u00e7\u00e3o do monumento \u00e9 o seu maior ativo, j\u00e1 que permite uma vista ampla, desafogada e luminosa para Oceano Atl\u00e2ntico atrav\u00e9s do miradouro. A senhora do mar que d\u00e1 nome \u00e0 capela \u00e9 a padroeira de Zambujeira do Mar e das suas gentes mar\u00edtimas. Todos os anos a popula\u00e7\u00e3o organiza uma festividade no dia 15 de agosto para prestar tributo \u00e0 Nossa Senhora do Mar, protetora da regi\u00e3o.<\/p>\n<h3>Castelo de Cola<\/h3>\n<p>O <strong>Castelo de Cola<\/strong> \u00e9 um povoado fortificado da freguesia e cidade de Ourique, que se situa numa posi\u00e7\u00e3o dominante sobre um outeiro. Trata-se de um terreno arqueol\u00f3gico envolto em algum mist\u00e9rio, uma vez que n\u00e3o existem muitas informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas sobre este castelo. Os sinais encontrados neste s\u00edtio revelam que a ocupa\u00e7\u00e3o do local se deve a um castro do per\u00edodo neol\u00edtico, carater\u00edstico da Idade do Ferro. Percebe-se com clareza que este povoado teve uma longa ocupa\u00e7\u00e3o humana, desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria at\u00e9 \u00e0 Idade Moderna, passando por dom\u00ednio romano e isl\u00e2mico. Tal como outros castelos do distrito de Beja, esta fortifica\u00e7\u00e3o passou para posse portuguesa no advento da Reconquista Crist\u00e3. No s\u00e9culo XVI, o castelo foi completamente abandonado por raz\u00f5es desconhecidas e isso est\u00e1 patente nas paredes gastas do fortificado e no excesso de vegeta\u00e7\u00e3o e flores que envolve o monumento. Como as ru\u00ednas se situam numa posi\u00e7\u00e3o dominante, a vista em plano picado permite-nos obter uma paisagem desimpedida das \u00e1reas circundantes. O Castelo de Cola \u00e9 tamb\u00e9m conhecido como <strong>Cidade de Marrachique<\/strong> ou <strong>Castro da Cola<\/strong> e possui um santu\u00e1rio crist\u00e3o na sua margem, que presta culto a Nossa Senhora da Cola.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Principais_vilas_e_cidades_no_distrito_de_Beja\"><\/span>Principais vilas e cidades no distrito de Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<h3>Aljustrel<\/h3>\n<p><strong>Aljustrel<\/strong>: \u00e9 uma vila portuguesa localizada a uma dist\u00e2ncia aproximada de 40 km de Beja, administrativamente organizada nas cinco freguesias de Aljustrel, Ervidel, Messejana, Rio de Moinhos, e S\u00e3o Jo\u00e3o de Negrilhos. O concelho de Aljustrel tem por principais atra\u00e7\u00f5es a barragem do Roxo, o Castelo de Aljustrel, o Castro de Mangancha, a Ermida de Nossa Senhora do Castelo, a Igreja Matriz, a Igreja de Santa Maria, as minas de Aljustrel e da Faixa Piritosa, a central el\u00e9trica, o jardim p\u00fablico, o Museu de Arqueologia, a piscina descoberta, e o N\u00facleo Rural do Museu Municipal de Ervidel. A gastronomia de Aljustrel \u00e9 o reflexo de uma regi\u00e3o de quem luta diariamente nas minas e nos campos contra a escassez de meios, simples e intensa. S\u00e3o de destacar o gaspacho, o feij\u00e3o com molhinhos, sopa de legumes, sopa de tomate, peixe frito.<\/p>\n<h3>Almod\u00f4var<\/h3>\n<p><strong>Almod\u00f4var<\/strong>: \u00e9 uma vila portuguesa que fica localizada no distrito de Beja entre a serra do Caldeir\u00e3o e a plan\u00edcie alentejana com aproximadamente 7500 habitantes. Almod\u00f4var tem por produtos principais a corti\u00e7a, o mel, o queijo de cabra e a aguardente de medronho silvestre. Na vila de Almod\u00f4var h\u00e1 que real\u00e7ar o Museu Municipal Severo Portela, o Museu de Escrita do Sudoeste, o Museu Arqueol\u00f3gico e Etnogr\u00e1fico Manuel Vicente Guerreiro, a Esta\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica Mesas do Castelinho. As festas e romarias mais importantes de Almod\u00f4var s\u00e3o a Feira Medieval que se realiza anualmente em abril, a Feira de Artes e Cultura (FACAL) que se realiza anualmente em junho, e a Feira do Cogumelo e Medronho que se realiza anualmente em novembro.<\/p>\n<h3>M\u00e9rtola<\/h3>\n<p><strong>M\u00e9rtola<\/strong>: \u00e9 uma vila portuguesa situada pr\u00f3ximo da fronteira com Espanha. M\u00e9rtola \u00e9 a capital nacional da ca\u00e7a, disp\u00f5e de 60 Zonas de Ca\u00e7a Tur\u00edstica, 64 Zonas de Ca\u00e7a Associativa e 2 Zonas de Ca\u00e7a Municipais num total de 1279,40 km2, e um local privilegiado para a observa\u00e7\u00e3o de aves, onde existem quatro percursos sugeridos pela c\u00e2mara municipal. O <strong>Percurso 1<\/strong> em M\u00e9rtola, o reduto do Peneireiro-das-Torres, onde podemos observar esta esp\u00e9cie rara e amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o; o <strong>Percurso 2<\/strong> No territ\u00f3rio da velha mina, onde podemos observar o andorinh\u00e3o-cafre, a gralha-de-nuca-cinzenta, a \u00e1guia imperial ib\u00e9rica, a \u00e1guia real e o rouxinol bravo; o <strong>Percurso 3<\/strong> situado nas margens do Guadiana, o rio que banha o Alentejo \u00e9 o habitat favorito de v\u00e1rias esp\u00e9cies de aves, nomeadamente a \u00e1guia real, o bufo real e a cegonha preta; e o <strong>Percurso 4<\/strong>, desde o Pulo do Lobo \u00e0 Serra de Alcaria, onde podemos observar a \u00e1guia real, o bufo real, o peneireiro cinzento, o torcicolo, a pega azul e o sis\u00e3o. Este percurso merece um destaque especial pela Ermida de Nossa Senhora de Aracelis, um aut\u00eantico miradouro para observar toda a paisagem envolvente.<\/p>\n<ul>\n<li>a visitar em M\u00e9rtola: destacamos a Mesquita, o Castelo de M\u00e9rtola, o N\u00facleo Isl\u00e2mico, o N\u00facleo da Bas\u00edlica Paleocrist\u00e3, o N\u00facleo de Tecelagem, o N\u00facleo Romano, o N\u00facleo de Arte Sacra, o N\u00facleo da Achada de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, a Forja do Ferreiro, a Torre do Rio, a Torre do Rel\u00f3gio, a mina de S\u00e3o Domingos, o Pulo do Lobo, uma queda de \u00e1gua de 16 metros situada em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana, a Praia Fluvial de S\u00e3o Domingos, e o Festival Isl\u00e2mico, um dos maiores festivais islamicos de Portugal que se realiza anualmente em Maio.<\/li>\n<li><strong>Hist\u00f3ria de M\u00e9rtola<\/strong>: M\u00e9rtola foi povoada por Iberos, Fen\u00edcios, Gregos, Cartagineses, Romanos e \u00c1rabes. O per\u00edodo de ocupa\u00e7\u00e3o romana come\u00e7ou no s\u00e9culo II a.C., tornando-se um importante entreposto comercial, sendo designada por Iulia Myrtilis. M\u00e9rtola chegou a ser capital de um pequeno emirado independente, a taifa de M\u00e9rtola. D Sancho II conquistou M\u00e9rtola em 1238 e recebeu o primeiro foral em 1512. Nos finais do s\u00e9culo XIX esta vila alentejana registou um desenvolvimento econ\u00f3mico com as minas de S\u00e3o Domingos. Entre 1961 e 1971 perdeu mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o com a diminui\u00e7\u00e3o da atividade mineira e nunca mais recuperou.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Serpa<\/h3>\n<p><strong>Serpa<\/strong>: \u00e9 uma cidade portuguesa situada pr\u00f3ximo da fronteira com Espanha. Serpa encontra-se a uma dist\u00e2ncia aproximada de 30 km de Beja. Esta cidade alentejana foi fundada pelos Romanos e conquistada definitivamente aos mouros em 1230. Serpa foi elevada a cidade em 26 de agosto de 2003. O patrim\u00f3nio edificado de destaque em Serpa inclui a Igreja de Santa Maria, a Torre da Horta, a Torre do Rel\u00f3gio, o Pal\u00e1cio de Ficalho, o Museu Municipal de Arqueologico e o N\u00facleo Intramuros da cidade de Serpa. As principais atra\u00e7\u00f5es de patrim\u00f3nio natural em Serpa s\u00e3o o S\u00edtio Guadiana, o S\u00edtio Moura\/Barrancos, a zona de Malpique e Vila Nova de S\u00e3o Bento. Serpa apresenta v\u00e1rios produtos regionais, nomeadamente o queijo de Serpa, os vinhos Pias e de Serpa, o azeite, os enchidos, o mel e as azeitonas. As feiras e romarias mais importantes de Serpa s\u00e3o a Feira do Queijo do Alentejo &#8211; realiza-se anualmente em fevereiro \u2013 e a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe &#8211; \u00e9 a festa do concelho e realiza-se anualmente em abril.<\/p>\n<h3>Odemira<\/h3>\n<p><strong>Odemira<\/strong>: \u00e9 uma vila portuguesa localizada na costa alentejana. O concelho de Odemira encontra-se integrado no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e na Costa Vicentina. O concelho de Odemira tem como principais atra\u00e7\u00f5es o Jardim Ribeirinho do Mira, o Jardim da Fonte F\u00e9rrea, o Parque das \u00c1guas, a Necr\u00f3pole do Pardieiro, a Ermida de Nossa Senhora do Carmo, a Ermida de Nossa Senhora das Neves, a Igreja matriz de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, a Igreja da Miseric\u00f3rdia, o Cerro do Castelo, o Forte de S\u00e3o Clemente, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a praia do Malh\u00e3o, a praia do Farol, a praia da Franquia, a praia das Furnas, a praia da Zambujeira do Mar, a praia do Carvalhal, a praia do Almograve, a Zona Naturista de Alteirinhos, a barragem de Santa Clara, o Cabo Sard\u00e3o, o porto Lapa das Pombas e Azenha do Mar. As festas e romarias mais importantes de Odemira s\u00e3o &quot;Abril em Odemira&quot; que se realiza anualmente em Abril, o Festival Tassjazz, que se realiza anualmente em Junho e Julho, a Feira do Turismo, que se realiza anualmente em Junho, o Festival Sudoeste, o maior festival de ver\u00e3o em Portugal que se realiza anualmente em Agosto, e a Feira de Ca\u00e7a Maior que se realiza anualmente em Setembro.<\/p>\n<h3>Ourique<\/h3>\n<p><strong>Ourique<\/strong>: \u00e9 uma vila e sede de concelho do distrito de Beja que se encontra situada entre a plan\u00edcie alentejana e a serra de Monchique. Ourique \u00e9 a Capital do Porco Alentejano, uma carne especialidade gastron\u00f3mica alentejana muito apreciada em grelhados. Ourique foi fundada em 711, ano da invas\u00e3o \u00e1rabe da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. A Batalha de Ourique deu-se no dia 25 de julho de 1139 tendo sido decisiva para D Afonso Henriques, aclamado rei de Portugal ap\u00f3s ter derrotado cinco reis mouros. Ourique recebeu foral em 1290. O patrim\u00f3nio de Ourique inclui o Castelo de Ourique, as ru\u00ednas de Castro da Cola, a Igreja da Miseric\u00f3rdia, o Hospital da Miseric\u00f3rdia e a barragem do Monte da Rocha. A festa mais importante do concelho \u00e9 a <strong>Feira do Porco Alentejano<\/strong> que se realiza anualmente em mar\u00e7o.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Breve_Historia_de_Beja\"><\/span>Breve Hist\u00f3ria de Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p><strong>Beja<\/strong> foi fundada na Idade do Ferro, aumentando de import\u00e2ncia durante a ocupa\u00e7\u00e3o Romana, sendo criada uma col\u00f3nia romana por J\u00falio C\u00e9sar designada por <strong>Pax Julia<\/strong>. Beja transformou-se num grande centro comercial e agr\u00edcola durante este per\u00edodo da hist\u00f3ria. Ap\u00f3s a ocupa\u00e7\u00e3o romana, esta cidade portuguesa foi dominada pelos Visigodos, sendo elevada \u00e0 categoria de sede episcopal at\u00e9 \u00e0 invas\u00e3o dos \u00c1rabes em 711, passando a ser uma das cidades mais importantes da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica durante os quatro s\u00e9culos de ocupa\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana. Beja foi conquistada de forma definitiva em 1234 e elevada \u00e0 categoria de cidade em 1525 pelo rei portugu\u00eas D Jo\u00e3o III. Beja foi muito destru\u00edda durante as Invas\u00f5es Francesas entre 1807 e 1811. A partir do s\u00e9culo XX viveu um per\u00edodo de desenvolvimento econ\u00f3mico com a constru\u00e7\u00e3o de infraestruturas nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o (o novo Liceu em 1937), na \u00e1rea da s\u00e1ude (o novo Hospital em 1970), judiciais e comerciais. Em 2011 foi inaugurado o Aeroporto de Beja.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Outros_temas_interessantes_relacionados_com_Beja\"><\/span>Outros temas interessantes relacionados com Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<h3>Os rios e as serras do distrito de Beja<\/h3>\n<p>Os rios mais importantes do distrito de Beja s\u00e3o: o r<strong>io Guadiana<\/strong>, com os afluentes <strong>Encho\u00e9<\/strong>, <strong>Colces<\/strong> e <strong>Carreiras<\/strong>  e o <strong>rio Mira<\/strong>. As serras mais importantes do distrito de Beja s\u00e3o a <strong>serra do Mendro<\/strong>, os <strong>picos de Aronche<\/strong>, o <strong>monte do Cercal<\/strong> e a <strong>serra do Caldeir\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<h3>O Cante Alentejano, Patrim\u00f3nio Mundial da UNESCO<\/h3>\n<p>O cante alentejano foi classificado como Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO a 27 de novembro de 2014 devido a uma candidatura conjunta da C\u00e2mara Municipal de Serpa e Entidade Regional de Turismo do Alentejo. O cante alentejano \u00e9 uma das tradi\u00e7\u00f5es musicais mais antigas de Portugal, pertencendo ao patrim\u00f3nio coletivo do Alentejo. A letra deste g\u00e9nero musical tem letras cantadas que retratam temas sobre os alentejo, nomeadamente as plan\u00edcies quentes, os trabalhos nos campos, dos santos locais, das aldeias da regi\u00e3o e de amor. Este g\u00e9nero musical \u00e9 cantado em coro e sem qualquer instrumento musical, sendo muitas vezes associado aos trabalhadores agr\u00edcolas e aos mineiros alentejanos. O primeiro grupo coral de Cante Alentejano apareceu em 1926 nas minas de S\u00e3o Domingos, atualmente desativadas. N\u00e3o se conhece a origem deste g\u00e9nero musical, mas no in\u00edcio do s\u00e9culo XX alguns ranchos folcl\u00f3ricos come\u00e7aram a organizar ensaios nas aldeias alentejanas com coros masculinos locais. A ditadura de Oliveira Salazar promoveu o Cante Alentejano como sendo um bom exemplo da cultura do folclore portugu\u00eas, sendo realizados concursos entre os grupos corais de cante. Atualmente os grupos corais n\u00e3o s\u00e3o constitu\u00eddos s\u00f3 por homens. Existem grupos formados s\u00f3 por mulheres e mistos. No Cante Alentejano, o in\u00edcio \u00e9 dado pelo &quot;Ponto&quot;, com uma voz precisa, seguida do &quot;Alto&quot;, algu\u00e9m com uma voz mais aguda e intensa e, por \u00faltimo o coro. As can\u00e7\u00f5es que passaram de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o s\u00e3o atualmente ensinadas na escola.<\/p>\n<h3>A gastronomia de Beja<\/h3>\n<p>A gastronomia de Beja \u00e9 o resultado de um clima quente, de uma regi\u00e3o dura e com escassos meios para cozinhar. Com o passar do tempo, as v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de alentejanos foram sabendo elaborar pratos de origem simples com produtos da regi\u00e3o, nomeadamente o p\u00e3o, a \u00e1gua e os temperos. A escassez de meios \u00e9 vis\u00edvel em alguns pratos alentejanos que s\u00e3o hoje muito apreciados, mas que n\u00e3o t\u00eam carne ou peixe, como o gaspacho \u2013 sopa fria feita com tomate, pepino e piment\u00e3o a ser servida em dias quentes no duro ver\u00e3o alentejano. A gastronomia traduz o verdadeiro esp\u00edrito alentejano, dando vontade de voltar. Os pratos t\u00edpicos do distrito de Beja incluem especialidades como:<\/p>\n<ul>\n<li>Carne de Porco Preto<\/li>\n<li>Sopa de beldroegas<\/li>\n<li>A\u00e7orda de Poejos<\/li>\n<li>A\u00e7orda \u00e0 alentejana<\/li>\n<li>Ensopado de borrego<\/li>\n<li>Migas com carne de porco<\/li>\n<li>Mioleira com lombinho<\/li>\n<li>Moleja<\/li>\n<li>Bolos folhados<\/li>\n<li>Bolo podre<\/li>\n<li>Queijinhos de h\u00f3stia<\/li>\n<li>Toucinho do c\u00e9u<\/li>\n<li>Trouxas de ovos<\/li>\n<li>Queijos de cabra e ovelha<\/li>\n<\/ul>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"A_economia_de_Beja\"><\/span>A economia de Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>O distrito de Beja tem tido como principais produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas at\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de 2010 o trigo, a corti\u00e7a e a cria\u00e7\u00e3o de gado. Com o aparecimento da barragem do Alqueva, intensificou-se a agricultura intensiva, nomeadamente o olival, que tem alterado a paisagem alenteja nos \u00faltimos anos. Os produtos agr\u00edcolas de maior express\u00e3o desta regi\u00e3o s\u00e3o o <strong>vinho<\/strong> e o <strong>azeite<\/strong>. As ind\u00fastrias predominantes do distrito de Beja s\u00e3o a olaria, a extra\u00e7\u00e3o de m\u00e1rmore e metalomec\u00e2nicas.<br \/>\nO <strong>artesanato<\/strong> no distrito de Beja representa a subsist\u00eancia de algumas fam\u00edlias, com tradi\u00e7\u00f5es e artes ancestrais que ainda contribuem para o desenvolvimento econ\u00f3mico da cidade e da regi\u00e3o, nomeadamente a cer\u00e2mica, a cestaria, as obras em madeira e corti\u00e7a, as rendas, e os sapatos. O baixo alentejo foi em tempos um local de grande tradi\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de sapatos.<br \/>\nO subsolo do Baixo Alentejo \u00e9 rico em mat\u00e9rias-primas, nomeadamente cobre, granito, estanho, m\u00e1rmore e as pirites.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Projetos_e_apoios_as_empresas\"><\/span>Projetos e apoios \u00e0s empresas<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Beja encontra-se inserida numa regi\u00e3o em franco crescimento e inova\u00e7\u00e3o empresarial, sendo de destacar os seguintes projetos:<\/p>\n<ul>\n<li>Beja Ecopolis<\/li>\n<li><strong>BejaGlobal<\/strong>: parceria que foi realizada a 9 de junho de 2011 com os munic\u00edpios de Alvito, Beja, Cuba, Ferreira do Alentejo e Vidigueira para promover o Aeroporto de Beja e a regi\u00e3o que o rodeia.<\/li>\n<li><strong>CEBAL<\/strong>: cria\u00e7\u00e3o do Centro de Biotecnologia Agr\u00edcola e Agroalimentar do Baixo Alentejo e Litoral<\/li>\n<li>Cluster Energ\u00e9tico de Beja<\/li>\n<li>Cluster Aeron\u00e1utico de Beja<\/li>\n<li>Cluster \u201cNova Ruralidade\u201d de Beja<\/li>\n<li>Cluster Mobilidade e Transportes<\/li>\n<li>Cluster Ind\u00fastrias Criativas<\/li>\n<li>Ninho de empresas NERBE \/ERBAL<\/li>\n<li>Ninho de empresas Ponto \u00d3timo<\/li>\n<li>Rede de Laborat\u00f3rios Tecnol\u00f3gicos do concelho de Beja<\/li>\n<li>Parque Industrial de Beja<\/li>\n<\/ul>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O_Turismo_em_Beja\"><\/span>O Turismo em Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>O turismo apresenta-se como um setor em pleno crescimento na regi\u00e3o, desempenhando um papel de destaque na economia do Baixo Alentejo. O distrito tem por principais ofertas tur\u00edsticas a <strong>Cidade Fronteiri\u00e7a e de Guarni\u00e7\u00e3o de Elvas<\/strong> e as <strong>Fortifica\u00e7\u00f5es patrim\u00f3nio da UNESCO<\/strong>, os <strong>castelos<\/strong> e <strong>aldeias t\u00edpicas<\/strong>, as <strong>pousadas<\/strong>, <strong>patrim\u00f3nio religioso<\/strong>, o <strong>Cante Alentejano<\/strong>, a <strong>gastronomia e vinhos<\/strong>, o <strong>montado de sobro<\/strong>, o <strong>cavalo Lusitano e a tauromaquia<\/strong>, o <strong>Alqueva<\/strong>, o <strong>Parque Natural do Vale do Guadiana<\/strong> e as praias do <strong>Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina<\/strong>. A maioria dos turistas estrangeiros \u00e9 origin\u00e1rio de Espanha, Fran\u00e7a, Brasil, Alemanha e Reino Unido.<\/p>\n<h3>Festas e Romarias<\/h3>\n<p>As festas e romarias mais importantes de Beja s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Festival de M\u00fasica Sacra do Baixo Alentejo<\/strong>: realiza-se anualmente entre mar\u00e7o e julho<\/li>\n<li><strong>Florir Beja<\/strong>: realiza-se anualmente em maio<\/li>\n<li><strong>Beja Romana<\/strong>: realiza-se em maio<\/li>\n<li><strong>Festival Internacional de Banda Desenhada<\/strong>: realiza-se anualmente entre maio e junho<\/li>\n<li><strong>Ovibeja<\/strong>: realiza-se anualmente em abril e maio<\/li>\n<li><strong>Beja Gourmet<\/strong>: realiza-se anualmente em outubro<\/li>\n<li><strong>Olivipax<\/strong>: realiza-se anualmente em outubro<\/li>\n<li><strong>RuralBeja<\/strong>: realiza-se em outubro<\/li>\n<li><strong>Vinipax<\/strong>: realiza-se anualmente em outubro<\/li>\n<\/ul>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Factos_Rapidos_de_Beja\"><\/span>Factos R\u00e1pidos de Beja<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<ul>\n<li><strong>Popula\u00e7\u00e3o<\/strong>: aproximadamente 36 mil habitantes<\/li>\n<li><strong>\u00c1rea<\/strong>: 1106, 44 km2<\/li>\n<li><strong>Regi\u00e3o<\/strong>: Alentejo<\/li>\n<li><strong>Sub-regi\u00e3o<\/strong>: Baixo Alentejo<\/li>\n<li><strong>Distrito<\/strong>: Beja<\/li>\n<li><strong>Aeroporto<\/strong>: 1<\/li>\n<li><strong>Hospitais<\/strong>: 1<\/li>\n<li><strong>Farm\u00e1cias e postos farmac\u00eauticos m\u00f3veis<\/strong>: 12<\/li>\n<li><strong>Centros de sa\u00fade<\/strong>: 1<\/li>\n<li><strong>Estabelecimentos de bancos e caixas econ\u00f3micas<\/strong>: 20<\/li>\n<li><strong>Estabelecimentos hoteleiros<\/strong>: 7<\/li>\n<li><strong>Capacidade de alojamento nos estabelecimentos hoteleiros<\/strong>: 664<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beja A cidade de Beja \u00e9 uma cidade milenar situada no baixo Alentejo, com uma cultura tradicional agr\u00edcola, paisagens marcadas pelas planta\u00e7\u00f5es, e ruas e pra\u00e7as com tra\u00e7os marcadamente hist\u00f3ricos e eclesi\u00e1sticos. Em Beja encontramos uma grande diversidade de atra\u00e7\u00f5es, uma cidade envolvida pelo campo, com castelos e museus, parques naturais e edif\u00edcios religiosos. \u00c9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10446,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[334],"tags":[],"class_list":["post-10443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-regioes-de-portugal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10443"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10443\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xrei.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}