Elétricos de Lisboa

Rota dos elétricos de Lisboa (Bondes) de Lisboa

Os elétricos de Lisboa (Bondes) de Lisboa são uma imagem de marca da capital portuguesa, uma experiência inesquecível e uma das melhores formas de conhecer Lisboa, são dos poucos veículos que conseguem andar nas muitas ruas estreitas caraterísticas da cidade lisboeta. Neles é possível sentir a confusão com pessoas a falarem várias línguas e a deslocar-se para vários locais da cidade. Além da cor amarela caraterística dos Funiculares, um dos aspetos que chama à atenção é o ruído do veiculo originado pela vibração dos carris de ferro maciço: é uma espécie de chiadeira da estrutura, o tlintar dos cabos, o sacudir dos interiores construídos em madeira antiga… mas o ruído é de tal forma típico que parece não incomodar a ninguém, especialmente aos adolescentes que viajam gratuita e ilegalmente pendurados nas traseiras exteriores do Elétrico...

Os “Americanos” (assim chamados porque foram comprados aos Estados Unidos da América) estão em funcionamento desde 31 de Agosto de 1901, tendo tido mais de 50 rotas e 80 carruagens em Lisboa nos seus tempos áureos. A primeira carreira inaugurada no ano de 1901 foi utilizada para cumprir o trajeto entre o Cais do Sodré e Algés. Devido ao sucesso, a rede de elétricos de Lisboa (Bondes) Funiculares cresceu por toda a cidade: primeiro na zona das Avenidas Novas com a inauguração da Avenida República em 1904, depois nos bairros da Lapa e Campo de Ourique em 1904/1905, e por fim em Campolide em 1905. Na década de 1920, a rede de elétricos voltou a crescer com a criação de uma carreira que fazia o percurso ao Bairro Andrade (1925) e aos bairros da Boa-Hora e bairro da Ajuda (1927). A inauguração do percurso de Carnide em 1929 marca o fim da expansão dos elétricos de Lisboa (Bondes) Funiculares. Em 1937 foi inaugurada a Estação das Amoreiras com objetivo de albergar os elétricos. Após dez anos a estação foi ampliada para incluir também os autocarros.

Todos os elétricos de Lisboa (Bondes) Funiculares mantêm os traços originais, dando um aspeto "vintage" à capital portuguesa: o interior em madeira, uma iluminação e assentos muito característicos. Os elétricos de Lisboa (Bondes) Funiculares são o veículo ideal para um primeiro passeio por Lisboa, especialmente o elétrico número 15 no percurso por Belém, local onde devemos parar para degustar os "pastéis de Belém", visitar o Centro Cultural de Belém, visitar o Padrão dos Descobrimentos, visitar o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém. Outro elétrico essencial para ficar a conhecer Lisboa é o 28, com o percurso a passar pela "Sé Catedral de Lisboa", pelo Miradouro das Portas do Sol ou o Miradouro de Santa Luzia.

As cinco rotas de elétricos de Lisboa (Bondes) Funiculares que existem atualmente são as seguintes:

  • Elétrico 12: inaugurada 1 de Janeiro de 1915, faz um caminho circular a partir da Praça da Figueira, passando pelo Martim Moniz, pelo Miradouro das Portas do Sol e pela Sé, voltando à Praça da Figueira.

  • Elétrico 15: foi a primeira carreira da rede de elétricos, ligando Lisboa a Algés pela zona ribeirinha e foi inaugurada em 1901. Começa na Praça da Figueira, indo à Praça do Comércio, passando à beira-rio, pelo Cais do Sodré, Avenida 24 de Julho, Belém até Algés, já à saída da capital portuguesa.

  • Elétrico 18: sai do Cais do Sodré, passa pela zona ribeirinha, Avenida 24 de Julho, e sobe depois até ao Palácio da Ajuda, acabando no cemitério da Ajuda.

  • Elétrico 25: a sua rota começa na Praça da Figueira, passando pela Praça do Comércio e pelo Bairro de Santos (perto do Museu Nacional de Arte Antiga), e sobe depois à Basílica da Estrela (vale a pena ir ao terraço da Basílica e ver Lisboa e ao Jardim da Estrela) e Campo de Ourique (um bairro típico de Lisboa que vale a pena visitar, especialmente o seu mercado)

  • Elétrico 28, é a rota mais conhecida de Lisboa e uma das atrações mais procuradas por quem visita a capital portuguesa. Inaugurada em 1914, tem um percurso de 7 kms, entre a Praça do Martim Moniz e os Prazeres com um cemitério tipicamente inglês. Esta carreira tinha cerca de 50 elétricos no início do século XX, construídos em madeira e com uma capacidade para 20 lugares sentados e 38 em pé. Ao longo do dia passa um elétrico 28 de quinze em quinze minutos e a viagem completa dura cerca de quarenta minutos a uma hora. Pode começar a viajar nesta carreira a partir das 6 horas da manhã até pouco depois das 23 horas. Nesta rota, pode ver locais como:

  • o Miradouro de Nossa Senhora do Monte na Graça,
  • o Miradouro Sophia de Mello Breyner também na Graça,
  • o Mosteiro de São Vicente de Fora e o Panteão nacional na Calçada de São Vicente,
  • o Miradouro das Portas do Sol,
  • o Museu de Artes Decorativas e o Castelo de São Jorge no Largo das Portas do Sol,
  • a Sé Catedral e a Igreja de Santo António no bairro da Sé,
  • na rua da Conceição pode sair e ir ver a Rua Augusta e o MUDE (Museu do Design e da Moda),
  • no Chiado pode ver a Rua Garrett, o Largo do Camões e o Bairro Alto
  • no Calhariz ou Bairro da Bica, pode ver o Bairro da Bica e o Bairro Alto
  • em Santa Catarina existe o Miradouro de Santa Catarina
  • na Calçada do Combro, há a destacar a Igreja de Santa Catarina
  • na Rua de São Bento e Calçada da Estrela tem o Palácio de São Bento e a Casa-Museu Amália Rodrigues,
  • na Estrela tem a Basílica da Estrela e o Jardim da Estrela (dois lugares incríveis da cidade),
  • na Rua Saraiva de Carvalho pode sair e visitar o Mercado de Campo Ourique onde pode comprar peixe, legumes frescos e * ouvir os famosos pregões da venda de peixe,
    e na última paragem, no bairro dos Prazeres tem o Cemitério dos Prazeres, construído em 1833, que acabou por se tornar o cemitério das famílias dominantes da cidade.

Apesar de serem muito antigos, os elétricos de Lisboa são um dos símbolos portugueses da cidade de Lisboa e um importante elemento de atração para os turistas durante todo o ano. Os ”amarelos” são acarinhados por toda a população que aqui habita e vem trabalhar. Com os elétricos de Lisboa os nossos visitantes ganham uma nova perspetiva da capital portuguesa!

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